sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Crónica pouco periódica (ou o Diário da Frustração)


Olá Amizades, estou de volta… passado (mais) uma semana por terras da (Eliza)Betinha…

Ao contrário do que a minha ausência do espaço blogueiro possa indicar, esta semana foi pródiga em eventos marcantes (já parece a minha avaliação no trabalho [Hein?! Repararam como consegui, assim como quem não quer a coisa, meter a private joke para a malta do INEGI?! Não é para todos!! O talento não se compra nas lojas!!])…

A começar logo pela sexta-feira…
Depois de vos ter deixado os relatos da semana, de certeza que aconteceu algo marcante… mas já foi há tanto tempo que já nem m’alembro… (mas não me esqueci!!)

No sábado a coisa piou fininho…
Logo de manhãzinha (#@€%/£§=#/% o despertador ao fim-de-semana) tivemos que acordar para ir ao banco…
Só agora a Clara tinha toda a documentação necessária para abrir a conta… Inicialmente estava marcado para as 15:30 (meia hora antes de fechar… para um procedimento que demora… 1:30h), mas na véspera ligaram-me a perguntar se podia ser antes às 9:30! Melhor para nós, que já não tínhamos o sábado “partido ao meio” com a ida ao banco…

Pois o despertador tocou cedinho e cedo chegamos ao banco… tão cedo que ainda nem tinha aberto…
A hora de abertura é mesmo às 9:30 e já lá estavam meia dúzia de pessoas à espera… mais dois portugas…  (Nós, para quem precisa de tudo explicadinho!)

9:30 e a menina de cor alaranjada e cabelo espigado, que mais parece que todos os dias de manhã mete o dedo na tomada, abriu a porta!
Bla, bla, bla! You’ll receive a Debit Card!
Bla, bla, bla! Sign this, this, this and this!
Ok! Fáine tenkió! On y vá!

Ficamos despachados relativamente rápido e aproveitamos que estávamos no centro para… ir às compras...

Antes de tudo, fomos aos correios, tratar de uns assuntos da Clara, depois passamos pelo mercado ao ar livre e fui mostrar o mercado, propriamente dito, à Clara! Tantas vezes passamos lá à volta e à porta e nunca tínhamos lá entrado até um dia em que fui entregar um carro e passei por lá!

É mais um mercadinho que um mercado, mas tem várias bancas de talho e peixarias… O que queríamos mesmo era carne… A nossa experiência com carne do Tesco ainda deixava um pouco a desejar e a Clara queria fazer cordeiro assado no fim-de-semana…
Acabamos por comprar 1,5 kg de cordeiro e costeletas de porco… com 1 cm de espessura cada… não percebi muito bem como é que é suposto eles comerem aquilo, mas aqui por casa vai ser à base de grelhados…

Ao sair do mercado, encontramos uma bancada a vender quinquilharia… lá pelo meio, assadeiras anti-aderentes!
£5, duas assadeiras anti-aderentes “da feira”! Problema resolvido!

Não tínhamos muito o que fazer, por isso voltamos rápido para casa.

Tinhamos planeado ir passear até Macclesfield, uma cidade do outro lado do Peak District. Chegamos a casa e decidimos que era melhor almoçar por cá, em vez de levar sandes…

Já não me lembro o que foi almoço… mas depois do almoço fomos embora…

O tempo estava… merdoso…
Como não íamos com grandes ideias de andar a pé, não nos preocupamos muito com isso! Temos um chusso grande no carro e levamos os impermeáveis, just in case!

Munidos do mapa das estradas, fomos em busca de Macclesfield. Não havia muito por onde fugir.
Pelo caminho fica a Chatsworth House, uma casa antiga de um nobre qualquer que se deu ao luxo de deslocalizar uma aldeia inteira (estilo Aldeia da Luz, no Alqueva) para poder ficar com os terrenos que queria… Tivesse levado um bom par de estalos quando era puto e perdia as manias…

A casa é um monumento nacional e, aparentemente, foi lá que foi filmado o filme “Orgulho e Preconceito” (Pride and Prejudice, by Jane Austen). Pode-se visitar a casa pela módica quantia de £12/pessoa (preço de compra on-line, no local é mais caro)… Segundo os entendidos, é uma visita que vale a pena…
Não era nossa ideia visitar já a casa, por isso passamos lá só de raspão… o suficiente para apreciar os enormes jardins e o preço do estacionamento £2…

Depois de Chatsworth, esperava-nos a travessia do Peak District… com tempo merdoso…
Até Buxton, ainda passamos, também de raspão, por Bakewell, uma localidadezinha simpática… O caminho até Buxton, faz-se por estradas ladeadas de árvores e encostas…

A chegada a Buxton é feita por uma estrada que vai serpenteando ao longo da encosta no fundo de um vale… Os últimos quilómetros são um slalom a rasar os pilares da linha de comboio que passa sobre a estrada…

Chegados a Buxton, propriamente dita, encontramos… trânsito(?!?!)…
Graças a umas obras com um semáforo que alternava a circulação, acumularam-se alguns carros à entrada da cidade… Passamos por Buxton de raspão (acabamos o dia todos arranhados) mas gostamos do pouco que vimos e ficamos com a ideia de parar por lá no regresso…

Depois de Buxton, tínhamos pela frente umas dezenas de quilómetros até Macclesfield. Este último percurso era feito por uma parte mais despovoada… Da estrada conseguíamos ver uma enorme extensão de montes e colinas verdes, sarapintados por pontinhos brancos… ovelhas!!

Sobre nós, tempo merdoso!
Lá ao longe, um céu azul…
Em direcção a Macclesfield, o tempo parecia estar mais aberto… a ver vamos…

Quando chegamos ao cimo do monte, havia… um inn…
No meio do nada, com dezenas de km a separá-lo de toda a qualquer amostra de civilização, havia um inn para o povo repousar e tomar uns canecos…

Mais caminho pela frente, feito entre sustos da Clara (ainda não confia totalmente na minha condução do lado errado… ou no carro), que descurava a sua tarefa de navegadora, e ovelhas à beira da estrada…
Chegamos a Macclesfield e, se as primeiras impressões contam, a nossa não foi das melhores… Ainda antes de chegar à cidade, a meio da descida, vimos algo que é incomum nas cidades britânicas… um prédio enorme… com os seus 10 andares…

Pode parecer ridículo o “enorme”, mas para terem uma ideia da escala, basta pensarem que o prédio destoava tanto na cidade como o prédio Coutinho na marginal de Viana do Castelo…
Aqui não é comum haver construção em altura… e aquele prédio deixou-nos desconfiados do que iríamos encontrar… afinal não era uma cidade tão pitoresca assim…

Acabamos por estacionar num parque perto do centro… pago, como todos… em todo o lado…
Seguimos umas setas para o centro e fomos dar a um jardim engraçadinho... mas sem saída… Finalmente encontramos uma saída… para o estacionamento de um supermercado…
Estava a correr bem…

Finalmente atinamos com os caminhos e lá descobrimos o centro… uma zona comercial… nada de especial…

Demos uma voltinha pela zona, entramos em algumas lojas e, “acampamos” numa loja de livros…
Estávamos em busca de algo em particular: “Songs of Ice and Fire” do George R. R. Martin… As histórias que deram origem à série Game of Thrones…e as que se seguirão…
Já tínhamos visto na net os livros individualmente e em pack com a colecção toda… na loja, acabamos por encontrar os livros… e aos nossos pés o pack… o pack será!
Bota pra mochila e siga… (antes de sair da loja, pagamos, claro!)

Mais uma voltinha e voltamos para o carro…
Macclesfield não nos encantou… pelo contrário, Buxton deixou-nos a salivar por mais…
…e no regresso paramos por lá!

Buxton parece uma cidadezinha termal mais pitoresca com um estilo menos urbano e citadino… A zona comercial é engraçada e simples…
Além disso, está localizada quase no centro do Peak District, o que faz com que muita gente pare por lá os carros para depois fazer as suas caminhadas ou dar voltas de bicicleta…
Acabamos por dar uma voltinha por lá e voltamos para casa…

Domingo foi dia de pastanço… Não fizemos um boi!!

Espera!!
Fizemos sim senhor!!
A meio da tarde saímos de casa… para ir a um pub ver o Man. United vs Chelsea…
Há aqui um pub relativamente próximo que transmite os jogos e fomos lá ver como era… Ao contrário do pub do meio da semana que tinha pouco movimento de malta da bola, este estava apinhado de bebedolas ingleses…
As pints de cerveja saíam do balcão ao ritmo dos golos do United (foram três, por isso já dá para ter uma ideia)…

Nós estávamos sossegadinhos num canto, com a minha meia-pint de Carling (ando a experimentá-las todas! Super-Bock, volta estás aperdoada!) , a tentar passar despercebidos… A maioria era adepta do Manchester… ou contra o Chelsea, não percebi bem… Havia alguns, poucos, adeptos do Chelsea, mas como houve poucos golos, não se manifestaram muito…
A Clara puxa pelo Chelsea do Villas-Boas, eu estou neutro… ou pelo Chesterfield…

O jogo foi vibrante, com golos de ambos os lados e o “falhanço do século” do Fernando El Niño Torres, que deu azo a que a malta no pub gozasse até à exaustão com as 50 Milhões de Libras que o Chelsea pagou por ele, em Janeiro…
Terminado o jogo, a Clara estava um pouco desiludida, eu estava satisfeito por ter visto um bom jogo…

Segunda-feira, foi um rico dia para começar a semana… (curiosamente, começam todas com uma segunda-feira… mas esta foi diferente… foi mais “carregada”!)

Para começar o dia, liguei para o moço da Sky, para saber como é que estava a nossa internet, que já devia ter sido instalada… Não estava a trabalhar, mas ficou de me ligar no dia seguinte…

Na sexta-feira, comprei as nossas bicicletas na Sports Direct on-line. Esperava recebê-las no prazo de 3-4 dias úteis, ou seja, para o meio ou final desta semana…
Mas, de manhã cedo, quando vi o tracking da encomenda dizia: “On route to delivery”
“Ui!! Já vão chegar hoje!!”

Além disso, também estávamos à espera que chegassem os nossos caixotes com as tralhas que tínhamos deixado, para envio posterior, em Portugal…
De acordo com a informação da DHL, a carga tinha saído de Leeds (a umas dezenas de milhas daqui) de manhã cedo…
“Vai ser um dia animado!” – Pensei eu…

Como já esperava receber as bikes, fui de manhã levar a Clara ao trabalho. Assim, pude ficar com a carrinha, para o caso de não conseguir carregar as coisas para casa, pelo menos arrumava-as na carrinha à espera da ajuda da Clara (Yeah, right!!)…

Como a casa não tem acesso directo da rua, passei a manhã na sala, sentado na mesa a espreitar constantemente pela janela para ver se encontrava algum camião ou carrinha que viesse descarregar qualquer coisa…

A meio da manhã surgiu o primeiro…
Uma carrinha estacionou sobre o passeio do outro lado da rua. Lá dentro, o motorista olhava para este lado da rua, à procura de algo…
“É pra mim!” – saí disparado de casa.
Quando cheguei à rua, ele já estava deste lado. Confirmei que era para mim e ele disse que tinha duas bikes para entregar…
“One down! Já só faltam as coisas de Portugal!”

As bicicletas vêm numa caixa, parcialmente montadas, com instruções para montar o resto.
Como sabia que na DHL tinham o meu contacto, fiquei mais descansado e não dei tanta atenção ao que se passava na rua…
Comecei a montar uma das bicicletas, a da Clara, na sala… a caixa da minha estava a entupir as escadas da entrada da casa…

Estava tão entretido com as montagens que nem me apercebi que tinha parado um camião à porta…
Entretanto, ouço tocar à campainha e bater à porta. Pensei que fosse a senhoria ou os vizinhos, que são as únicas pessoas que têm acesso ao pátio das traseiras… onde é a nossa porta e campainha…
Pelo postigo vejo que era alguém de colete reflector… o vizinho?!
Abro a porta…
“Mr. Miguel Moceiça?!”
Não sei com quem é que ele queria falar, mas como percebi que era para entregar qualquer coisa, disse que sim…
“I have a pallet for you!”
“Dass!! Uma palete?!”
Acompanhei-o até ao camião…

Ele tinha meia dúzia de paletes, a que estava mais a jeito para sair tinha uns carrinhos de mão das obras por cima… Não me lembrava de ter deixado nada daquilo para enviar, mas podiam, perfeitamente, ser da Clara…
Afinal não… Com o porta-paletes, arrumou as paletes de forma a que a nossa ficasse mais a jeito.
Não tinha hipótese nenhuma de carregar a palete, mas como eram “só” 6 caixotes, achei que era melhor cortar o filme e levá-los um a um…

O transporte dos caixotes para casa fez-se em três fases:
  1. Camião-Corredor de acesso à rua
  2. Corredor-Pátio
  3. Pátio-Quarto
Multipliquem isto por 6 caixotes, mais a taxa do iva… é só fazer as contas…
Ah! Apesar de serem todos caixotes “pegáveis”, não havia nenhum que fosse, propriamente, leve…

Se até aí eu estava entretido com a bicicleta, a partir daí morri para o mundo…
Escorria suor por todos os poros e estava todo partido…
Rica maneira de começar a semana…

Depois do almoço lá arranjei forças para acabar de montar a bicicleta… ficaram a faltar algumas afinações…

Só montei uma porque ainda não sabíamos onde nem como as iríamos armazenar…
Vimos um abrigo para bicicletas numa loja de bricolage, mas estava um bocadinho fora do orçamento para este mês, por isso guardamos a ideia para outra altura… só que agora tínhamos uma bicicleta e uma caixa a entupir a entrada da casa e nenhum sítio onde as arrumar…
Sim, podem ficar no pátio… mas precisam ficar abrigadas…

No final do dia, fui buscar a Clara ao trabalho e… temos que arranjar solução para as bicicletas…

Terça-feira, era suposto ir levar a Clara ao trabalho… mas a segunda-feira ainda me pesava no lombo e acabei por ficar mais um bocadinho na cama…

A meio da manhã ligou-me da Sky… continuava o tal problema de não sei quê que não permite termos a net que era suposto ao preço que era suposto… podemos ter num tarifário mais caro, mas só instalam em duas semanas…
Tal como lhe tinha dito na véspera, ou me instalam até 6ª ou procuro outro… procurei outro…

A maioria dos outros fornecedores não instala em menos de duas semanas… (pelo menos assim o anunciam nos respectivos sites) …excepto um: a Virgin! (Richard Branson, és o maior!)
Qual é a diferença?!
Ao contrário dos outros operadores, que usam ADSL, ou seja, pela linha telefónica, a Virgin Media usa cabo de cobre (como o da televisão)…
Mas isso trazia-nos um problema… temos que meter um novo cabo na casa…

Se fosse a nossa casa, não havia problema… O que quer que fizéssemos era apenas da nossa conta… mas estamos numa casa alugada… Não podemos fazer uma alteração ao layout da casa sem a autorização prévia da senhoria…

Ainda assim, decidi arriscar e liguei para a Virgin…
Coloquei-lhes a questão da senhoria e prontificaram-se a enviar uma equipa, já nesta sexta-feira, para mostrar à senhoria quais seriam as operações necessárias para a instalação. Caso ela não estivesse de acordo, a conta seria cancelada…
Fiquei contente com a disponibilidade da Virgin e restava-me apenas esperar pelo aval da senhoria…

Durante o resto da semana, fui constantemente analisando a casa, para perceber onde e como é que os cabos poderiam entrar sem provocar danos de maior que levassem a senhoria a rejeitar a operação…

Ainda durante a manhã, recebi uma chamada de uma agência de recrutamento… A tradicional “pré-entrevista” para saber um pouco mais sobre os candidatos que querem enviar ao cliente…

Durante a conversa, o rapaz teve uma saída curiosa:

“No teu último emprego, dizes que eras Engenheiro de Desenvolvimento, mas parece que tiveste quatro empregos ao mesmo tempo…”

Consegui conter-me e não me rir (à gargalhada, porque deixei escapar uma risada) mas eu entendi o que ele quis dizer…
Eu fiz: Desenhos em CAD 3D, análises de elementos finitos, desenvolvimento e produção de componentes…
Cá eles têm uma pessoa dedicada a cada uma dessas tarefas… e faz, apenas e só isso…
Têm os 3D CAD designer, os Stress Engineers, os Mechanical Design Engineers e os Manufacturing Engineers… (este último cargo foi aquele que levou o meu CV à Rolls-Royce, em Agosto… que acabou rejeitado por terem reduzido para metade as vagas disponíveis…)

Entretanto, o meu CV foi encaminhado para a empresa e futuramente receberei mais notícias… ou não…

De qualquer das formas, desde que comecei a enviar CV’s daqui, tenho recebido sempre, pelo menos, uma chamada por semana…
Fora isso, pelo que me lembro, a terça-feira foi um dia sem história…

Quarta-feira foi um dia giro…

De manhã, levei a madame ao ganha-pão…
Voltei a casa e vi o mail, enquanto esperava a passagem do tempo para ir à cidade… Tinha uma listinha de afazeres:
  • Comprar capacetes para as bicicletas (não são MESMO para as bicicletas, são para quem vai em cima delas!)
  • Ver casinhas e/ou abrigos para as bicicletas
  • Ir ao Council tratar do pagamento do Council Tax
A primeira coisa a fazer foi estacionar o carro. Como já expliquei, não é uma tarefa fácil já que se paga em todo o lado...
Deixei-o no parque em frente a uma loja de desporto… Fui lá dentro ver os capacetes e as correntes para as bicicletas… Tirei as referências e os preços…

Depois fui à cidade, aproveitando para ir à Sports Direct de Chesterfield… Aí sim, comprei os capacetes (a condizerem com as bicicletas… ou não fossem também eles da Dunlop) uma corrente com fecho de código e luvas para mim…

Depois das compras, fui ao council… mas à quarta só abre às 10:30…

Aproveitei a deixa e fui às lojas de bricolage ver os abrigos para as bicicletas…
Encontrei alguns que pareciam interessantes e a preços mais acessíveis… mas não tinha a certeza se as dimensões seriam suficientes…

Uma outra hipótese que já tinha pensado era prender as bikes ao banco de jardim que temos no pátio e cobrir tudo com uma lona/toldo…
Encontrei aquilo que eu pensava ser uma lona porreira para fazer a “barraquinha”… Comprei 10 metros de corda para fechar e saí contente… Pelo menos já remedeia, enquanto não se arranja algo mais definitivo…

Antes de voltar ao council ainda passei por mais umas lojas de bricolage e afins a ver se encontrava algum negócio jeitoso…

Arrumei os assuntos no council e a caminho de casa parei numa loja de acessórios para automóvel, para ver os preços dos acessórios para transporte de bicicletas.
Quer para transporte sobre o carro com barras, quer atrás.

Cheguei a casa cheio de coisas com que me entreter…

Arrumei o que havia para arrumar, almocei sossegado e abri a lona para ver o que valia… a resposta é: Uma merda!

É uma lona para proteger os estendais de exterior, muito utilizados aqui, que têm um poste e quatro hastes que formam um quadrado…
Pelas dimensões dos estendais, a lona chegava e sobrava para proteger as bicicletas… se o estendal estivesse aberto…
Mas a lona serve para proteger o estendal… quando está fechado… ou seja, é um tubo de lona, onde não cabe nem uma roda de bicicleta… ao menos foi barata…

Fiquei um bocado frustrado, mas como tinha visto umas lonas decentes (com as dimensões anunciadas na embalagem) na loja de acessórios automóveis, já sabia como ia resolver o assunto…
Fui a pé à loja e comprei a lona…

Agora sim, tinha todo o equipamento necessário para fazer um abrigo… já podia montar a minha bicicleta…
Passei parte da tarde no pátio a montar a minha bicicleta… Estava bom tempo, mas um pouco ventoso, por isso a cada dois apertos na bicicleta, lá tinha eu que ir pôr a caixa de cartão (vazia) em pé ou buscar algum bocado de cartão que andava perdido…
Acabada a montagem, fiz umas afinações nas duas bicicletas, essencialmente travões… e descobri que preciso de um banco com a haste mais comprida… é o que dá ter as pernas compridas…

Encostei as bikes ao banco;
Passei a corrente pelas bikes e pelo banco;
Abri a lona
Passei a corda pelos ilhós;
Pus a lona por cima das bikes;
Dei-lhe um jeito para cobrir tudo e puxei a corda rente ao solo…

A lona fechou em volta das bicicletas e do banco, formando um abrigo (quase) perfeito…
Tínhamos a nossa entrada de casa desimpedida, as bicicletas montadas e abrigadas…

Depois de ir buscar a Clara ao trabalho, ela ficou muito admirada por já não ter as bicicletas na entrada… para lá chegar, passou pelo pátio, onde estava uma “tenda” verde que nunca lá tinha estado antes… mas nem reparou…

O resto do dia não tem grande história…

Quinta-feira, foi novamente dia de levar a Clara ao trabalho… Além disso, tinha uma lista de compras para cumprir…

Deixar a madame, vir a casa fazer tempo, ir às compras, arrumar as compras! Assim se resume a minha manhã…

A tarde foi passada no pastanço… até chegar a Clara…
Era suposto ela ir dar uma corrida, mas sugeriu que fossemos estrear as bikes… e assim o fizemos… íamos até ao trabalho da Clara…

Antes de sair, preparamos um kit de ferramentas para fazer alguns ajustes que fossem necessários… e foram bastantes…
O pior de todos era o travão traseiro da bicicleta da Clara que, por muito que eu o apertasse e ajustasse os calços, não conseguia travar em condições… no entanto o da frente travava que era uma maravilha…

Fomos dar a nossa voltinha… e logo no início percebemos que havia coisas para ajustar…
Os guiadores estavam um bocadinho tortos… no final de uma subida paramos para os ajustar… um jeitinho nos travões e as coisas começavam a rolar…

Faltava ainda um grande ajuste, mas para esse não há ferramenta que chegue…
A Clara não sabia utilizar as mudanças… além disso não se consegue equilibrar em pé numa bicicleta (ainda bem que compramos bicicletas de montanha… para andar na montanha! A proxima bicicleta tem que vir com rodinhas...)… Antes de chegar ao destino, entramos para o parque de uma empresa onde, livres de preocupações com o trânsito, podíamos andar às voltinhas para entender o funcionamento das mudanças e para ensaiar o “pôr-se de pé” na bicicleta…

Acabou por dar mais resmungos do que voltinhas e acabamos por voltar para casa pelo caminho mais curto…

Arrumadas as bicicletas, a Clara foi para a cozinha preparar o jantar e uns petiscos para o dia seguinte (tinha o almoço de despedida de um colega de trabalho), enquanto eu fiquei a jogar monopólio no computador…

E finalmente chegamos ao dia de hoje…

Alguns de vós, os que ainda se lembram do início disto, depois de lerem tudo até aqui, devem estar a questionar-se sobre a frustração do título…
Afinal onde está ela?!

O fim-de-semana foi bom!
A semana começou com as entregas arrumadas!
A situação das bicicletas está arrumada… provisoriamente!
Continuo a receber chamadas e mails de agências de recrutamento a dizer que me referenciam aos empregadores!
Mas falta-me uma coisa…

UMA INTERNET DECENTE E ILIMITADA!

Hoje de manhã, não fui levar a Clara ao trabalho. Não precisava da carrinha para nada de especial, por isso tirei a manhã de folga… mais ou menos...

No fundo, ainda a Clara não tinha saído de casa, já eu andava a sarilhar pela casa…
Tomar banho, fazer a barba (que já estava a pedir a máquina de cortar cabelo) e preparar-me para receber o técnico da Virgin que deveria vir entre as 8 e as 13horas…

O chip português ainda está muito activo, por isso calculei que ele viesse por volta das 11horas… não podia estar mais enganado…
Estava a acabar de preparar o meu pequeno almoço e a sentar-me em frente ao computador quando toca o telemóvel… Pouco passavam das 8:30 e já estava o técnico à porta de casa…
Porreiro… só espero que a senhoria já esteja acordada! Tinha-a avisado de véspera, mas não contava que ele viesse tão cedo!
Como dama britânica que é, já estava acordada e pôs-se aqui num instantinho…

Entretanto, o técnico explicou-me o que iria fazer e como fazia chegar o cabo à casa com apenas um furo…
Fácil! Não deve haver nenhum impedimento…

Quando ele estava para sair, chegou a senhoria… Ele explicou o que iria fazer e, quando mostrou a parede por onde iria passar o cabo levou uma resposta negativa…
A parede é frágil e ao fazer furos forma crateras… isso foi confirmado pelo técnico que disse logo que assim não o poderia fazer sem danos…
Ainda trocamos umas ideias para procurar caminhos alternativos, mas sem sucesso…

Com uma dose industrial de frustração, vi a possibilidade de ter net a bombar já na próxima quarta-feira ir pró maneta… seja qual for a operadora, temos que utilizar a linha telefónica que já está na casa.

A senhoria ainda se prontificou para falar com um amigo que trabalhava com a Sky para tentar acelerar o processo. Assim que soube mais pormenores, ligou-me a dar as informações:

Qualquer que seja a operadora, demora cerca de duas semanas a instalar… Por cada dia que fomos perdendo com os avanços e recuos da Sky a data de instalação foi sendo empurrada para as calendas…

Também dizia que a BT (a PT cá do sítio) era a que tinha a net mais rápida. Além disso, as outras operadoras têm que negociar com a BT a utilização das linhas (tal como era antigamente com a PT, até acabarem com isso), daí que em todos os casos se pague o “Line rental” (curiosamente a BT, a dona das linhas, é a que cobra mais… Quase dá para jogar ao “PT vs BT”, descubra as diferenças!!)…

Utilizando a minha net por pen USB merdosa, fui ao site da BT, vi as ofertas deles e fiz logo a assinatura da coisa.
Assim fica arrumado… É mais caro que o proposto (inicialmente) pela Sky e pela Virgin, mas ao menos é seguro…
Já sabemos a data de instalação e tudo: 10/10/11… São as tais duas semanas… como hoje é sexta, perdemos ainda o fim-de-semana e a instalação só fica pronta na segunda… Mas ainda vou a tempo de dar os parabéns à minha mãe via Skype!

De resto, o meu dia foi passado em casa…

Da parte da tarde ainda fui para o pátio afinar as bicicletas… o travão de trás da bike da Clara não tem solução…

No final, fui dar uma voltinha…

Ainda voltei para casa a tempo de começar a escrever isto... e entretanto a Clara chegou...
Traduzindo: Comecei a escrever às 16:35h... acabo às 23:22h...

São 8 páginas A4 de texto... tamanho 11 sem espaços...

Se não gostam... Olhem, bananinhas!!

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