sábado, 3 de setembro de 2011

Busy Day 3...posted on Day 4!!!!

Não há duas sem três, e depois de dois dias de labuta contínua, o terceiro levou o nosso cansaço a níveis extremos...

De quarta para quinta, foi a última noite passada no hotel.
Depois de ter a papelada assinada no dia anterior, ontem foi a altura de nos mudarmos de vêz para a casa "nova"...

O encontro com a senhoria estava marcado para as 10 horas da manhã.
Tivemos que levantar cedo para tomar o pequeno-almoço, arrumar as malas e apanhar um taxi para casa.

Às 8 horas tocou o despertador...
A noite anterior foi mal dormida, por isso acordei com umas olheiras dignas da Manuela Ferreira Leite...

Pequeno-almoço tomado, malas arrumadas, check-out confirmado e taxi apanhado!
Chegamos cerca de 20 minutos antes da hora marcada, mas a senhoria já estava na loja dela. Uma loja de antiguidades, mesmo por baixo da nossa casa.
Ficamos a conhecer a "other half" da senhoria, como ela chama ao segundo, ou pelo menos o actual, companheiro...

Ela apressou-se a levar-nos para a casa, deu-nos as explicações sobre o funcionamento dos electrodomésticos e claro, como não podia deixar de ser no Reino Unido, deixou um extintor e uma manta de protecção na cozinha, com mais umas quantas recomendações sobre protecção de incêndios...

Fomos autorizados a reajustar a mobilia a gosto e disponibilizou-se para colocar alguns moveis mais ao nosso jeito, se assim o quiséssemos... dentro de um orçamento bastante restrito, claro...

Assim que a apanhamos de costas (acreditem que quando pensei nesta frase não me soava tão mal como agora) começamos a "varrer" a casa de cima a baixo em busca de pontos de melhoria:

Rearranjar a sala: Colocar os sofas lado a lado;
Uma mesa de jantar decente: De preferencia extensível;
Umas cadeiras decentes. Preferencialmente desdobráveis para melhor arrumação;
Uma secretária para o quarto: Basta uma secretária para o computador;
Tapetes para a casa de banho;
Micro-ondas: Aaaarrrggghhh!! Não conseguimos viver sem ele!!
Impressora: É preciso para eu começar a imprimir CV's e Cover Letters para expalhar por aí (depois é só imprimir uns milhares e alugar uma avioneta);
etc...

Entre cabeçadas no tecto e tropeções nas escadas (Tantos degraus!!) desfizemos as malas para os nossos roupeiros, (muito democráticamente distribuídos: Um roupeiro, uma cómoda e uma mesinha de cabeceira para cada um) e acabamos de "varrer" a casa em busca de peças em falta...

Saímos para o centro da cidade.

Já havia dois dias que tinhamos ido ao Barclays para abrir uma conta, como não tinhamos marcação, ficaram de nos ligar... mas ainda estavamos à espera e achamos que era hora de ir lá armar a p*ta... Se eles não querem o nosso dinheiro, há mais quem queira...

Chegamos lá por volta das 13:30, explicamos a situação à simpática senhora que nos acolheu à entrada e marcamos logo para as 15h a abertura das contas.

Como ainda sobrava tempo, fomos dar uma voltinha e almoçar...
Findo o almoço, fomos dar uma volta por algumas lojas onde poderiam ter "cenas" para a casa... de tanta coisa, acabamos por só conseguir arranjar extensões eléctricas...

Finalmente, voltamos ao banco, cheios de moral, porque finalmente iamos deixar de pagar comissões por levantamentos/compras no estrangeiro...
 No atendimento, tudo estava bem comigo: O Cartão do Cidadão/Passaporte e a Carta de Condução, com a morada completa, eram documentos suficientes para abrir a conta... já a Clara, que ainda tem a carta de condução antiga (um documento que tem dado origem a bastantes confusões por cá) não se safou, porque não consta a morada completa...

Só pude abrir eu a conta...

Depois de duas (sim, DUAS) penosas horas de processo de abertura da conta, lá fomos formalizar a coisa, com o depósito de umas £ibritas na conta...

...foi aí que entrou em acção a máxima: "Há um Português em cada canto do mundo!"...
O caixa era português...

Enquanto ele tratava do depósito, foi matando saudades da língua...
Já está por cá há mais de 8 anos...
Ficamos a saber a quem podemos recorrer para algumas informações úteis...

Saímos do banco e fomos à Primark para comprar almofadas e um edredão... e cobertas... e fronhas... e chinelos de quarto...
Ou seja, saímos de lá com dois sacos do nosso tamanho e... 2 km a separar-nos da casa...
Autocarro ou taxi?!
Taxi!!

Apanhamos um taxi e em 5 minutos estavamos em casa...
Desfizemos a cobertura da cama da senhoria, arrumamos tudo num canto e substituímos pela nossa...


Quem gosta de dormir, tem que gostar desta cama...
Feita a cama, continuava a faltar comida e móveis em casa...

Temos o Lidl do outro lado da rua, por isso demos lá um salto a ver o que podiamos comprar...
Aliás, só íamos comprar algo para o jantar... mas acabamos com um carrinho cheio e com o Miguel a ter que fazer três viagens Lidl (carrega)-Casa (Descarrega), para conseguir levar tudo para casa...

Ah!
Já expliquei que não temos carro e isto foi tudo a pé e de mochila às costas?!

Depois das comprar, uma pequena arrumação em casa, um leite com café e umas torradinhas para aconchegar o estômago e descansar o resto do dia...

Isso é que era bom!!
Toca a limpar a casa!!
Limpar o pó e aspirar o quarto...

E se fossemos ao Tesco?!

O Tesco é uma espécie de Continente cá do sítio, ou seja, tem tudo (Mini, Super e Hipermercados; Banco; Seguradora; Telemóveis; Banda larga; etc...) e as lojas são boas para arranjar coisas baratas...

Fomos lá para comprar um trem de cozinha (as panelas daqui são esmaltadas e pequenas) e mais alguma comida para ficar...
No final, vinhamos carregados com:

Um trem de cozinha de três peças em Alumínio;
Um micro-ondas;
Uma impressora multifunções HP;
Um balde e esfregona;
Uma mochila de 25 litros;
Chás variados;
etc...

E, mais uma vez, estavamos carregados e... sem carro!!
Desta vez, nem de taxi...
Foi acomodar as tralhas na mochila e no balde, pegar nos caixotes do micro-ondas, dos tachos e da impressora, tentar encaixar a esfregona em algum lado e siga...
Mais umas centenas de metros nas pernas...

Chegados a casa, ainda fizemos uma sopa, uns hamburgers grelhados com arroz de tomate e jantamos... mas, enquanto o jantar se fazia, viramos a sala do avesso... ao ponto de, no final, sobrarem móveis...

Jantados e estourados, fomos para a cama...
Mais umas cabeçadas no tecto (quem é que se lembra de pôr vigas à altura da minha cabeça) e no candeeiro (não me façam falar) e finalmente caio na cama...

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