Olá Amizades, estou de volta… passado (mais) uma semana
por terras da (Eliza)Betinha…
Ao contrário do que a minha ausência do espaço blogueiro
possa indicar, esta semana foi pródiga em eventos marcantes (já parece a minha
avaliação no trabalho [Hein?! Repararam como consegui, assim como quem não quer
a coisa, meter a private joke para a malta do INEGI?! Não é para todos!! O
talento não se compra nas lojas!!])…
A começar logo pela sexta-feira…
Depois de vos ter deixado os relatos da semana, de
certeza que aconteceu algo marcante… mas já foi há tanto tempo que já nem
m’alembro… (mas não me esqueci!!)
No sábado a coisa piou fininho…
Logo de manhãzinha (#@€%/£§=#/% o despertador ao
fim-de-semana) tivemos que acordar para ir ao banco…
Só agora a Clara tinha toda a documentação necessária
para abrir a conta… Inicialmente estava marcado para as 15:30 (meia hora antes
de fechar… para um procedimento que demora… 1:30h), mas na véspera ligaram-me a
perguntar se podia ser antes às 9:30! Melhor para nós, que já não tínhamos o
sábado “partido ao meio” com a ida ao banco…
Pois o despertador tocou cedinho e cedo chegamos ao
banco… tão cedo que ainda nem tinha aberto…
A hora de abertura é mesmo às 9:30 e já lá estavam meia
dúzia de pessoas à espera… mais dois portugas… (Nós, para quem precisa de tudo explicadinho!)
9:30 e a menina de cor alaranjada e cabelo espigado, que
mais parece que todos os dias de manhã mete o dedo na tomada, abriu a porta!
Bla,
bla, bla! You’ll receive a Debit Card!
Bla, bla,
bla! Sign this, this, this and this!
Ok!
Fáine tenkió! On y vá!
Ficamos despachados relativamente rápido e aproveitamos
que estávamos no centro para… ir às compras...
Antes de tudo, fomos aos correios, tratar de uns assuntos
da Clara, depois passamos pelo mercado ao ar livre e fui mostrar o mercado,
propriamente dito, à Clara! Tantas vezes passamos lá à volta e à porta e nunca
tínhamos lá entrado até um dia em que fui entregar um carro e passei por lá!
É mais um mercadinho que um mercado, mas tem várias bancas
de talho e peixarias… O que queríamos mesmo era carne… A nossa experiência com
carne do Tesco ainda deixava um pouco a desejar e a Clara queria fazer cordeiro
assado no fim-de-semana…
Acabamos por comprar 1,5 kg de cordeiro e costeletas de
porco… com 1 cm de espessura cada… não percebi muito bem como é que é suposto eles
comerem aquilo, mas aqui por casa vai ser à base de grelhados…
Ao sair do mercado, encontramos uma bancada a vender
quinquilharia… lá pelo meio, assadeiras anti-aderentes!
£5, duas assadeiras anti-aderentes “da feira”! Problema
resolvido!
Não tínhamos muito o que fazer, por isso voltamos rápido
para casa.
Tinhamos planeado ir passear até Macclesfield, uma cidade
do outro lado do Peak District. Chegamos a casa e decidimos que era melhor
almoçar por cá, em vez de levar sandes…
Já não me lembro o que foi almoço… mas depois do almoço
fomos embora…
O tempo estava… merdoso…
Como não íamos com grandes ideias de andar a pé, não nos
preocupamos muito com isso! Temos um chusso grande no carro e levamos os
impermeáveis, just in case!
Munidos do mapa das estradas, fomos em busca de
Macclesfield. Não havia muito por onde fugir.
Pelo caminho fica a Chatsworth House, uma casa antiga de
um nobre qualquer que se deu ao luxo de deslocalizar uma aldeia inteira (estilo
Aldeia da Luz, no Alqueva) para poder ficar com os terrenos que queria… Tivesse
levado um bom par de estalos quando era puto e perdia as manias…
A casa é um monumento nacional e, aparentemente, foi lá
que foi filmado o filme “Orgulho e Preconceito” (Pride and Prejudice, by Jane
Austen). Pode-se visitar a casa pela módica quantia de £12/pessoa (preço de
compra on-line, no local é mais caro)… Segundo os entendidos, é uma visita que
vale a pena…
Não era nossa ideia visitar já a casa, por isso passamos
lá só de raspão… o suficiente para apreciar os enormes jardins e o preço do
estacionamento £2…
Depois de Chatsworth, esperava-nos a travessia do Peak
District… com tempo merdoso…
Até Buxton, ainda passamos, também de raspão, por
Bakewell, uma localidadezinha simpática… O caminho até Buxton, faz-se por
estradas ladeadas de árvores e encostas…
A chegada a Buxton é feita por uma estrada que vai serpenteando
ao longo da encosta no fundo de um vale… Os últimos quilómetros são um slalom a
rasar os pilares da linha de comboio que passa sobre a estrada…
Chegados a Buxton, propriamente dita, encontramos…
trânsito(?!?!)…
Graças a umas obras com um semáforo que alternava a
circulação, acumularam-se alguns carros à entrada da cidade… Passamos por
Buxton de raspão (acabamos o dia todos arranhados) mas gostamos do pouco que
vimos e ficamos com a ideia de parar por lá no regresso…
Depois de Buxton, tínhamos pela frente umas dezenas de quilómetros
até Macclesfield. Este último percurso era feito por uma parte mais despovoada…
Da estrada conseguíamos ver uma enorme extensão de montes e colinas verdes,
sarapintados por pontinhos brancos… ovelhas!!
Sobre nós, tempo merdoso!
Lá ao longe, um céu azul…
Em direcção a Macclesfield, o tempo parecia estar mais
aberto… a ver vamos…
Quando chegamos ao cimo do monte, havia… um inn…
No meio do nada, com dezenas de km a separá-lo de toda a
qualquer amostra de civilização, havia um inn para o povo repousar e tomar uns
canecos…
Mais caminho pela frente, feito entre sustos da Clara
(ainda não confia totalmente na minha condução do lado errado… ou no carro),
que descurava a sua tarefa de navegadora, e ovelhas à beira da estrada…
Chegamos a Macclesfield e, se as primeiras impressões
contam, a nossa não foi das melhores… Ainda antes de chegar à cidade, a meio da
descida, vimos algo que é incomum nas cidades britânicas… um prédio enorme… com
os seus 10 andares…
Pode parecer ridículo o “enorme”, mas para terem uma
ideia da escala, basta pensarem que o prédio destoava tanto na cidade como o
prédio Coutinho na marginal de Viana do Castelo…
Aqui não é comum haver construção em altura… e aquele
prédio deixou-nos desconfiados do que iríamos encontrar… afinal não era uma
cidade tão pitoresca assim…
Acabamos por estacionar num parque perto do centro… pago,
como todos… em todo o lado…
Seguimos umas setas para o centro e fomos dar a um
jardim engraçadinho... mas sem saída… Finalmente encontramos uma saída… para o
estacionamento de um supermercado…
Estava a correr bem…
Finalmente atinamos com os caminhos e lá descobrimos o
centro… uma zona comercial… nada de especial…
Demos uma voltinha pela zona, entramos em algumas lojas
e, “acampamos” numa loja de livros…
Estávamos em busca de algo em particular: “Songs of Ice
and Fire” do George R. R. Martin… As histórias que deram origem à série Game of
Thrones…e as que se seguirão…
Já tínhamos visto na net os livros individualmente e em
pack com a colecção toda… na loja, acabamos por encontrar os livros… e aos
nossos pés o pack… o pack será!
Bota pra mochila e siga… (antes de sair da loja, pagamos,
claro!)
Mais uma voltinha e voltamos para o carro…
Macclesfield não nos encantou… pelo contrário, Buxton
deixou-nos a salivar por mais…
…e no regresso paramos por lá!
Buxton parece uma cidadezinha termal mais pitoresca com
um estilo menos urbano e citadino… A zona comercial é engraçada e simples…
Além disso, está localizada quase no centro do Peak
District, o que faz com que muita gente pare por lá os carros para depois fazer
as suas caminhadas ou dar voltas de bicicleta…
Acabamos por dar uma voltinha por lá e voltamos para
casa…
Domingo foi dia de pastanço… Não fizemos um boi!!
Espera!!
Fizemos sim senhor!!
A meio da tarde saímos de casa… para ir a um pub ver o
Man. United vs Chelsea…
Há aqui um pub relativamente próximo que transmite os
jogos e fomos lá ver como era… Ao contrário do pub do meio da semana que tinha
pouco movimento de malta da bola, este estava apinhado de bebedolas ingleses…
As pints de cerveja saíam do balcão ao ritmo dos golos do
United (foram três, por isso já dá para ter uma ideia)…
Nós estávamos sossegadinhos num canto, com a minha
meia-pint de Carling (ando a experimentá-las todas! Super-Bock, volta estás
aperdoada!) , a tentar passar despercebidos… A maioria era adepta do
Manchester… ou contra o Chelsea, não percebi bem… Havia alguns, poucos, adeptos
do Chelsea, mas como houve poucos golos, não se manifestaram muito…
A Clara puxa pelo Chelsea do Villas-Boas, eu estou
neutro… ou pelo Chesterfield…
O jogo foi vibrante, com golos de ambos os lados e o
“falhanço do século” do Fernando El Niño
Torres, que deu azo a que a malta no pub gozasse até à exaustão com as 50
Milhões de Libras que o Chelsea pagou por ele, em Janeiro…
Terminado o jogo, a Clara estava um pouco desiludida, eu
estava satisfeito por ter visto um bom jogo…
Segunda-feira, foi um rico dia para começar a semana…
(curiosamente, começam todas com uma segunda-feira… mas esta foi diferente… foi
mais “carregada”!)
Para começar o dia, liguei para o moço da Sky, para saber
como é que estava a nossa internet, que já devia ter sido instalada… Não estava
a trabalhar, mas ficou de me ligar no dia seguinte…
Na sexta-feira, comprei as nossas bicicletas na Sports
Direct on-line. Esperava recebê-las no prazo de 3-4 dias úteis, ou seja, para o
meio ou final desta semana…
Mas, de manhã cedo, quando vi o tracking da encomenda
dizia: “On route to delivery”
“Ui!! Já vão chegar hoje!!”
Além disso, também estávamos à espera que chegassem os
nossos caixotes com as tralhas que tínhamos deixado, para envio posterior, em
Portugal…
De acordo com a informação da DHL, a carga tinha saído de
Leeds (a umas dezenas de milhas daqui) de manhã cedo…
“Vai ser um dia animado!” – Pensei eu…
Como já esperava receber as bikes, fui de manhã levar a
Clara ao trabalho. Assim, pude ficar com a carrinha, para o caso de não
conseguir carregar as coisas para casa, pelo menos arrumava-as na carrinha à
espera da ajuda da Clara (Yeah, right!!)…
Como a casa não tem acesso directo da rua, passei a manhã
na sala, sentado na mesa a espreitar constantemente pela janela para ver se
encontrava algum camião ou carrinha que viesse descarregar qualquer coisa…
A meio da manhã surgiu o primeiro…
Uma carrinha estacionou sobre o passeio do outro lado da
rua. Lá dentro, o motorista olhava para este lado da rua, à procura de algo…
“É pra mim!” – saí disparado de casa.
Quando cheguei à rua, ele já estava deste lado. Confirmei
que era para mim e ele disse que tinha duas bikes para entregar…
“One down! Já só faltam as coisas de Portugal!”
As bicicletas vêm numa caixa, parcialmente montadas, com
instruções para montar o resto.
Como sabia que na DHL tinham o meu contacto, fiquei mais
descansado e não dei tanta atenção ao que se passava na rua…
Comecei a montar uma das bicicletas, a da Clara, na sala…
a caixa da minha estava a entupir as escadas da entrada da casa…
Estava tão entretido com as montagens que nem me apercebi
que tinha parado um camião à porta…
Entretanto, ouço tocar à campainha e bater à porta.
Pensei que fosse a senhoria ou os vizinhos, que são as únicas pessoas que têm
acesso ao pátio das traseiras… onde é a nossa porta e campainha…
Pelo postigo vejo que era alguém de colete reflector… o
vizinho?!
Abro a porta…
“Mr. Miguel Moceiça?!”
Não sei com quem é que ele queria falar, mas como percebi
que era para entregar qualquer coisa, disse que sim…
“I have
a pallet for you!”
“Dass!! Uma palete?!”
Acompanhei-o até ao camião…
Ele tinha meia dúzia de paletes, a que estava mais a
jeito para sair tinha uns carrinhos de mão das obras por cima… Não me lembrava
de ter deixado nada daquilo para enviar, mas podiam, perfeitamente, ser da
Clara…
Afinal não… Com o porta-paletes, arrumou as paletes de
forma a que a nossa ficasse mais a jeito.
Não tinha hipótese nenhuma de carregar a palete, mas como
eram “só” 6 caixotes, achei que era melhor cortar o filme e levá-los um a um…
O transporte dos caixotes para casa fez-se em três fases:
- Camião-Corredor de acesso à rua
- Corredor-Pátio
- Pátio-Quarto
Multipliquem isto por 6 caixotes, mais a taxa do iva… é
só fazer as contas…
Ah! Apesar de serem todos caixotes “pegáveis”, não havia
nenhum que fosse, propriamente, leve…
Se até aí eu estava entretido com a bicicleta, a partir
daí morri para o mundo…
Escorria suor por todos os poros e estava todo partido…
Rica maneira de começar a semana…
Depois do almoço lá arranjei forças para acabar de montar
a bicicleta… ficaram a faltar algumas afinações…
Só montei uma porque ainda não sabíamos onde nem como as
iríamos armazenar…
Vimos um abrigo para bicicletas numa loja de bricolage,
mas estava um bocadinho fora do orçamento para este mês, por isso guardamos a
ideia para outra altura… só que agora tínhamos uma bicicleta e uma caixa a
entupir a entrada da casa e nenhum sítio onde as arrumar…
Sim, podem ficar no pátio… mas precisam ficar abrigadas…
No final do dia, fui buscar a Clara ao trabalho e… temos
que arranjar solução para as bicicletas…
Terça-feira, era suposto ir levar a Clara ao trabalho…
mas a segunda-feira ainda me pesava no lombo e acabei por ficar mais um
bocadinho na cama…
A meio da manhã ligou-me da Sky… continuava o tal
problema de não sei quê que não permite termos a net que era suposto ao preço
que era suposto… podemos ter num tarifário mais caro, mas só instalam em duas
semanas…
Tal como lhe tinha dito na véspera, ou me instalam até 6ª
ou procuro outro… procurei outro…
A maioria dos outros fornecedores não instala em menos de
duas semanas… (pelo menos assim o anunciam nos respectivos sites) …excepto um:
a Virgin! (Richard Branson, és o maior!)
Qual é a diferença?!
Ao contrário dos outros operadores, que usam ADSL, ou
seja, pela linha telefónica, a Virgin Media usa cabo de cobre (como o da
televisão)…
Mas isso trazia-nos um problema… temos que meter um novo
cabo na casa…
Se fosse a nossa casa, não havia problema… O que quer que
fizéssemos era apenas da nossa conta… mas estamos numa casa alugada… Não
podemos fazer uma alteração ao layout da casa sem a autorização prévia da
senhoria…
Ainda assim, decidi arriscar e liguei para a Virgin…
Coloquei-lhes a questão da senhoria e prontificaram-se a
enviar uma equipa, já nesta sexta-feira, para mostrar à senhoria quais seriam
as operações necessárias para a instalação. Caso ela não estivesse de acordo, a
conta seria cancelada…
Fiquei contente com a disponibilidade da Virgin e
restava-me apenas esperar pelo aval da senhoria…
Durante o resto da semana, fui constantemente analisando
a casa, para perceber onde e como é que os cabos poderiam entrar sem provocar
danos de maior que levassem a senhoria a rejeitar a operação…
Ainda durante a manhã, recebi uma chamada de uma agência
de recrutamento… A tradicional “pré-entrevista” para saber um pouco mais sobre
os candidatos que querem enviar ao cliente…
Durante a conversa, o rapaz teve uma saída curiosa:
“No teu último emprego, dizes que eras Engenheiro de
Desenvolvimento, mas parece que tiveste quatro empregos ao mesmo
tempo…”
Consegui conter-me e não me rir (à gargalhada, porque
deixei escapar uma risada) mas eu entendi o que ele quis dizer…
Eu fiz: Desenhos em CAD 3D, análises de elementos
finitos, desenvolvimento e produção de componentes…
Cá eles têm uma pessoa dedicada a cada uma dessas
tarefas… e faz, apenas e só isso…
Têm os 3D CAD designer, os Stress Engineers, os Mechanical Design Engineers e os
Manufacturing Engineers… (este último cargo foi aquele que levou o meu
CV à Rolls-Royce, em Agosto… que acabou rejeitado por terem reduzido para
metade as vagas disponíveis…)
Entretanto, o meu CV foi encaminhado para a empresa e
futuramente receberei mais notícias… ou não…
De qualquer das formas, desde que comecei a enviar CV’s
daqui, tenho recebido sempre, pelo menos, uma chamada por semana…
Fora isso, pelo que me lembro, a terça-feira foi um dia
sem história…
Quarta-feira foi um dia giro…
De manhã, levei a madame ao ganha-pão…
Voltei a casa e vi o mail, enquanto esperava a passagem
do tempo para ir à cidade… Tinha uma listinha de afazeres:
- Comprar capacetes para as bicicletas (não são MESMO para
as bicicletas, são para quem vai em cima delas!)
- Ver casinhas e/ou abrigos para as bicicletas
- Ir ao Council tratar do pagamento do Council Tax
A primeira coisa a fazer foi estacionar o carro. Como já expliquei, não é uma tarefa fácil já que se paga em todo o lado...
Deixei-o no parque em frente a uma loja de desporto… Fui lá dentro ver os capacetes e as correntes
para as bicicletas… Tirei as referências e os preços…
Depois fui à cidade, aproveitando para ir à Sports Direct
de Chesterfield… Aí sim, comprei os capacetes (a condizerem com as bicicletas…
ou não fossem também eles da Dunlop) uma corrente com fecho de código e luvas
para mim…
Depois das compras, fui ao council… mas à quarta só abre
às 10:30…
Aproveitei a deixa e fui às lojas de bricolage ver os
abrigos para as bicicletas…
Encontrei alguns que pareciam interessantes e a preços
mais acessíveis… mas não tinha a certeza se as dimensões seriam suficientes…
Uma outra hipótese que já tinha pensado era prender as
bikes ao banco de jardim que temos no pátio e cobrir tudo com uma lona/toldo…
Encontrei aquilo que eu pensava ser uma lona porreira
para fazer a “barraquinha”… Comprei 10 metros de corda para fechar e saí
contente… Pelo menos já remedeia, enquanto não se arranja algo mais definitivo…
Antes de voltar ao council ainda passei por mais umas
lojas de bricolage e afins a ver se encontrava algum negócio jeitoso…
Arrumei os assuntos no council e a caminho de casa parei
numa loja de acessórios para automóvel, para ver os preços dos acessórios para
transporte de bicicletas.
Quer para transporte sobre o carro com barras, quer
atrás.
Cheguei a casa cheio de coisas com que me entreter…
Arrumei o que havia para arrumar, almocei sossegado e abri
a lona para ver o que valia… a resposta é: Uma merda!
É uma lona para proteger os estendais de exterior, muito
utilizados aqui, que têm um poste e quatro hastes que formam um quadrado…
Pelas dimensões dos estendais, a lona chegava e sobrava
para proteger as bicicletas… se o estendal estivesse aberto…
Mas a lona serve para proteger o estendal… quando está
fechado… ou seja, é um tubo de lona, onde não cabe nem uma roda de bicicleta…
ao menos foi barata…
Fiquei um bocado frustrado, mas como tinha visto umas
lonas decentes (com as dimensões anunciadas na embalagem) na loja de acessórios
automóveis, já sabia como ia resolver o assunto…
Fui a pé à loja e comprei a lona…
Agora sim, tinha todo o equipamento necessário para fazer
um abrigo… já podia montar a minha bicicleta…
Passei parte da tarde no pátio a montar a minha bicicleta…
Estava bom tempo, mas um pouco ventoso, por isso a cada dois apertos na
bicicleta, lá tinha eu que ir pôr a caixa de cartão (vazia) em pé ou buscar
algum bocado de cartão que andava perdido…
Acabada a montagem, fiz umas afinações nas duas
bicicletas, essencialmente travões… e descobri que preciso de um banco com a
haste mais comprida… é o que dá ter as pernas compridas…
Encostei as bikes ao banco;
Passei a corrente pelas bikes e pelo banco;
Abri a lona
Passei a corda
pelos ilhós;
Pus a lona por cima das bikes;
Dei-lhe um jeito para cobrir tudo e puxei a corda rente
ao solo…
A lona fechou em volta das bicicletas e do banco,
formando um abrigo (quase) perfeito…
Tínhamos a nossa entrada de casa desimpedida, as bicicletas
montadas e abrigadas…
Depois de ir buscar a Clara ao trabalho, ela ficou muito
admirada por já não ter as bicicletas na entrada… para lá chegar, passou pelo
pátio, onde estava uma “tenda” verde que nunca lá tinha estado antes… mas nem
reparou…
O resto do dia não tem grande história…
Quinta-feira, foi novamente dia de levar a Clara ao
trabalho… Além disso, tinha uma lista de compras para cumprir…
Deixar a madame, vir a casa fazer tempo, ir às compras,
arrumar as compras! Assim se resume a minha manhã…
A tarde foi passada no pastanço… até chegar a Clara…
Era suposto ela ir dar uma corrida, mas sugeriu que
fossemos estrear as bikes… e assim o fizemos… íamos até ao trabalho da Clara…
Antes de sair, preparamos um kit de ferramentas para fazer
alguns ajustes que fossem necessários… e foram bastantes…
O pior de todos era o travão traseiro da bicicleta da
Clara que, por muito que eu o apertasse e ajustasse os calços, não conseguia
travar em condições… no entanto o da frente travava que era uma maravilha…
Fomos dar a nossa voltinha… e logo no início percebemos que
havia coisas para ajustar…
Os guiadores estavam um bocadinho tortos… no final de uma
subida paramos para os ajustar… um jeitinho nos travões e as coisas começavam a
rolar…
Faltava ainda um grande ajuste, mas para esse não há
ferramenta que chegue…
A Clara não sabia utilizar as mudanças… além disso não se
consegue equilibrar em pé numa bicicleta (ainda bem que compramos bicicletas de
montanha… para andar na montanha! A proxima bicicleta tem que vir com rodinhas...)… Antes de chegar ao destino, entramos para o
parque de uma empresa onde, livres de preocupações com o trânsito, podíamos andar
às voltinhas para entender o funcionamento das mudanças e para ensaiar o “pôr-se
de pé” na bicicleta…
Acabou por dar mais resmungos do que voltinhas e acabamos
por voltar para casa pelo caminho mais curto…
Arrumadas as bicicletas, a Clara foi para a cozinha
preparar o jantar e uns petiscos para o dia seguinte (tinha o almoço de
despedida de um colega de trabalho), enquanto eu fiquei a jogar monopólio no
computador…
E finalmente chegamos ao dia de hoje…
Alguns de vós, os que ainda se lembram do início disto,
depois de lerem tudo até aqui, devem estar a questionar-se sobre a frustração
do título…
Afinal onde está ela?!
O fim-de-semana foi bom!
A semana começou com as entregas arrumadas!
A situação das bicicletas está arrumada… provisoriamente!
Continuo a receber chamadas e mails de agências de
recrutamento a dizer que me referenciam aos empregadores!
Mas falta-me uma coisa…
UMA INTERNET DECENTE E ILIMITADA!
Hoje de manhã, não fui levar a Clara ao trabalho. Não
precisava da carrinha para nada de especial, por isso tirei a manhã de folga…
mais ou menos...
No fundo, ainda a Clara não tinha saído de casa, já eu
andava a sarilhar pela casa…
Tomar banho, fazer a barba (que já estava a pedir a
máquina de cortar cabelo) e preparar-me para receber o técnico da Virgin que
deveria vir entre as 8 e as 13horas…
O chip português ainda está muito activo, por isso calculei
que ele viesse por volta das 11horas… não podia estar mais enganado…
Estava a acabar de preparar o meu pequeno almoço e a
sentar-me em frente ao computador quando toca o telemóvel… Pouco passavam das
8:30 e já estava o técnico à porta de casa…
Porreiro… só espero que a senhoria já esteja acordada! Tinha-a
avisado de véspera, mas não contava que ele viesse tão cedo!
Como dama britânica que é, já estava acordada e pôs-se
aqui num instantinho…
Entretanto, o técnico explicou-me o que iria fazer e como
fazia chegar o cabo à casa com apenas um furo…
Fácil! Não deve haver nenhum impedimento…
Quando ele estava para sair, chegou a senhoria… Ele
explicou o que iria fazer e, quando mostrou a parede por onde iria passar o
cabo levou uma resposta negativa…
A parede é frágil e ao fazer furos forma crateras… isso
foi confirmado pelo técnico que disse logo que assim não o poderia fazer sem
danos…
Ainda trocamos umas ideias para procurar caminhos
alternativos, mas sem sucesso…
Com uma dose industrial de frustração, vi a possibilidade de
ter net a bombar já na próxima quarta-feira ir pró maneta… seja qual for a
operadora, temos que utilizar a linha telefónica que já está na casa.
A senhoria ainda se prontificou para falar com um amigo que
trabalhava com a Sky para tentar acelerar o processo. Assim que soube mais
pormenores, ligou-me a dar as informações:
Qualquer que seja a operadora, demora cerca de duas
semanas a instalar… Por cada dia que fomos perdendo com os avanços e recuos da
Sky a data de instalação foi sendo empurrada para as calendas…
Também dizia que a BT (a PT cá do sítio) era a que tinha a
net mais rápida. Além disso, as outras operadoras têm que negociar com a BT a
utilização das linhas (tal como era antigamente com a PT, até acabarem com isso),
daí que em todos os casos se pague o “Line rental” (curiosamente a BT, a dona
das linhas, é a que cobra mais… Quase dá para jogar ao “PT vs BT”, descubra as
diferenças!!)…
Utilizando a minha net por pen USB merdosa, fui ao site
da BT, vi as ofertas deles e fiz logo a assinatura da coisa.
Assim fica arrumado… É mais caro que o proposto
(inicialmente) pela Sky e pela Virgin, mas ao menos é seguro…
Já sabemos a data de instalação e tudo: 10/10/11… São as
tais duas semanas… como hoje é sexta, perdemos ainda o fim-de-semana e a
instalação só fica pronta na segunda… Mas ainda vou a tempo de dar os parabéns
à minha mãe via Skype!
De resto, o meu dia foi passado em casa…
Da parte da tarde ainda fui para o pátio afinar as
bicicletas… o travão de trás da bike da Clara não tem solução…
No final, fui dar uma voltinha…
Ainda voltei para casa a tempo de começar a escrever isto... e entretanto a Clara chegou...
Traduzindo: Comecei a escrever às 16:35h... acabo às 23:22h...
São 8 páginas A4 de texto... tamanho 11 sem espaços...
Se não gostam... Olhem, bananinhas!!