domingo, 5 de agosto de 2012

Férias em palavras - Dia 4, Torre Eiffel e Ópera

Depois de, no dia anterior, termos apanhado um choque com o tamanho da fila para subir à Torre Eiffel, decidimos que teríamos que chegar lá o mais cedo possível.

Pusemos despertador e preparamos tudo para chegar à estação por volta das 8 horas. Assim, podíamos apanhar o comboio das 8:16 que nos deixava em Paris 10 minutos antes das 9h. Na pior das hipóteses, estaríamos na fila da Torre por volta das 9:20.

Chegamos um pouco atrasados à estação, mas ainda a tempo de apanhar o comboio... desta vez, quem se atrasou foi... o próprio comboio!

Em vez de chegarmos a Paris às 8:50, chegamos às 9:15... Apanhar o metro e correr para a fila, chegamos lá perto das 9:45...

A fila já estava enorme e nós ficamos bem longe da entrada, atrás de duas avantajadas raparigas alemãs, que supomos serem irmãs...

Me na fila para subir à Torre
A fila foi avançando lentamente o que deu para voltarmos a dar bom uso aos nossos Kindle... Sabíamos que a espera ia ser grande, mas como tínhamos tirado o dia para ver a Torre, esperávamos o tempo que fosse necessário. Para ajudar à festa, apenas um elevador estava operacional...

A dada altura, apercebemo-nos que havia uma outra fila, consideravelmente mais pequena que a nossa, que seguia para um outro pilar: Subida e descida pelas escadas até ao segundo piso + elevador até ao topo. Além da fila ser mais pequena, os bilhetes também eram mais baratos... mas, depois do dia anterior, já não tínhamos pedalada para subir e descer tantas escadas...

Cerca de 3 horas depois, tínhamos as bilheteiras à vista mas...


Está quase...
...a partir daí a fila avançou AINDA mais lentamente...
Fizemos os últimos metros cercados pelo gradeamento que orienta a fila, debaixo de um sol abrasador...

Finalmente, depois de 4 horas de espera, entramos no elevador que nos levou até ao segundo piso... na mesma cabine que as moças alemãs...

No segundo piso, como tínhamos bilhetes para o topo, fomos logo encaminhados para outra fila para os elevadores que nos levariam até lá cima... mais uma vez, atrás das moças alemãs...
Apesar de terem tido uma presença completamente indiferente e não terem chateado, nem incomodado por aí além (tirando um ou outro cigarro que uma delas teimava em acender de vez em quando), convenhamos que ver sempre as mesmas nucas e os mesmos avantajados rabos durante 4 horas é algo que faz mossa...

Na cabine do topo, finalmente conseguimos "descolar" e pudemos ver gente diferente...

...e Paris a partir dos 280 m de altura...

Champs-de-Mars, École Militaire e Tour Montparnasse
Museu do Louvre
Arco do Triunfo
Jardins do Trocadero, em primeiro plano; La Defense ao fundo
Estas são para quem acha que eu só estou a crescer para os lados: Antes de subir, media 1,80 m...


Depois de várias fotos no topo, descemos para o segundo piso... e espreitamos para baixo...

Ainda é alto...

Almoçamos ainda na torre e acabamos por descer. No elevador, um americano com algum idade interpelou-nos e perguntou de onde éramos!
Ao saber que éramos portugueses, disse que a península ibérica era o único ponto da Europa que ainda não tinha visitado... e sugeriu-nos uma visita à Califórnia...

Apesar de cansados, ainda era cedo e a passagem pela Ópera, no dia anterior, deixou-nos com curiosidade de a ver por dentro...
Antes disso, queria mostrar o centro Georges Pompidou e o Fórum Les Halles à Clara. Apanhamos um comboio em direcção a Notre-Dame mas a linha estava em obras e interrompida nas zonas para onde íamos... Acabamos por ter que trocar para o metro.


Centro Georges Pompidou
O centro do ex-presidente, ainda conseguimos ver... por fora, mas o Fórum Les Halles estava cercado por tapumes de obras. Foi pena, mas o que nós queríamos mesmo era ir à Ópera.

Apanhamos novo metro e saímos mesmo em frente à Ópera. Entramos e valeu a pena...

Hall de entrada
Foyer
Escadaria
Varandins do Foyer
Candelabro (o tal que o fantasma da Ópera desfez...)

Palco e camarotes

Além da monumentalidade do edifício, também têm em exposição alguns dos fatos de algumas óperas, bem como pequenas maquetas de cenários.

Foi mesmo na ópera que comprovei que aquilo que tememos está mais perto de acontecer do que julgamos...
O Apocalipse zombie não está para breve... ele já está a acontecer!!

Perseguido por um zombie...

Mortos de cansaço (no caso da Clara esta expressão tem outro valor), voltamos ao metro e a Montparnasse para apanhar o comboio de regresso ao parque...

O descanso do turista...
Cansados mas satisfeitos, púnhamos fim aos nossos passeios monumentais por Paris. No dia seguinte íamos ao Louvre e na sexta-feira, último dia de Paris, não tínhamos planos... Apenas almoçar pela cidade...

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