domingo, 24 de junho de 2012

Tales from Ukraine!


A segunda-feira, 21 de Maio, dia dos meus anos, passei-a toda em viagens.

7:35 h, estava a embarcar no comboio, rumo a Londres.

10:30h, apanhava novo comboio para o aeroporto de Gatwick.

13:00h, Apanhava o avião para Kiev.

18:30h, chegava a Kiev. Terminal F. Troca para o Terminal B (sem qualquer indicação, excepto um shuttle que passava de 30 em 30 minutos... para nos levar ao outro lado da rua...)


21:00h, Embarcava para Kharkiv, já com a companhia da Espanhola, do Grego e do Cerqueira, meu colega do INEGI.

22:00h, Chegava (finalmente a Kharkiv).

22:30h, Chegava ao hotel


Um dia de anos diferente...


22 e 23 foram passados em reuniões das 9 às 17 horas.
Depois das 17, houve sempre algo diferente.
Na primeira noite, o jantar era oferecido pelos anfitriões. Jantamos numa sala privada de um bar de estudantes.
A mesa estava cheia de petiscos ucranianos que variavam entre peixes fumados ou curados, carnes e enchidos, o tradicional caviar, queijos, saladas, etc. Também vários vinhos locais (aka: ZURRAPA), sumos e (óbvio) Vodka... mas não era uma Vodka qualquer. Era Vodka com uma malagueta.

Esses petiscos eram apenas as entradas. Lá para meio do jantar começaram a trazer travessas de puré e uma espécie de filetes de salsicha (pelo menos era isso que pareciam à primeira vista). Afinal era carne de porco com recheio de ameixas.
Para um português, habituado a uma gastronomia rica em variedade, foi uma experiência enriquecedora, (Apesar disso, não trocaria os nossos pratos pelos deles.) mas para o meu chefe, vegetariano e um alemão "esquisitinho" com a comida, foi uma desilusão.

No final, começam a chegar as sobremesas... e recolhem os pratos do almoço... mas não os talheres...
Recebes os talheres ao princípio e usa-los até ao fim!


No segundo dia, o jantar era por conta de cada um. Demos uma volta pela cidade, acompanhados pelas colegas Ucranianas, e acabamos numa cervejaria.
À porta, o cartão de visita não podia ser melhor:

Leitão assado
Perante a hipótese de termos que mudar o local, por falta de mesas disponíveis, as respostas foram negativas. Não se pode meter leitão à frente dos olhos e depois esperar que se contentem com qualquer outra coisa...
Acabamos por ficar numa mesa num canto remoto e mais sossegado...



O menu foi fácil de escolher. Leitão para a maioria.
A acompanhar, cerveja artesanal, feita na hora e que é entregue na mesa com uma ampulheta de 20 minutos. Ao fim dos 20 minutos a cerveja está morta...


O jantar foi divertido e animado... especialmente, a partir do momento em que começaram a meter musica e as meninas que estavam a servir, com trajes típicos (e curtos) ucranianos, começaram a dançar no palco... tal como, quase, toda a gente.
Quando saímos de lá aquilo mais parecia uma discoteca do que uma cervejaria, com gente a dançar em cima do palco e das mesas.



O caminho para o hotel, foi feito de taxi... com algum receio de não chegar ao destino tal o estado de sucata do carro.
Terminada a corrida, precisamos de recibo... mas o taxista não tinha nada que se parecesse com recibos... Taxímetros, não existem. O valor da corrida é negociado antes de começar.
Lá conseguimos que escrevesse o valor num cartão de visita da companhia.


No dia seguinte, ou melhor, umas horas depois (às 4 da manhã) tive que acordar, para mais um dia em viagens...
O voo para Kiev era às 6:30h.


O taxi que nos levou ao aeroporto era um Lada rançoso que mal tinha espaço para as malas. Éramos 4, com malas de viagem.
Chegados ao aeroporto fomos para a fila do check-in. As meninas bem que olhavam para o computador, mas todo o processo era manual...
As etiquetas de bagagem e o próprio bilhete eram escritos à mão.


Entrando no avião, começaram a surgir os primeiros problemas. Algums passageiros tinha bilhetes para os lugares "F", num avião com 5 lugares que iam de A a E...
Tiveram que esperar que toda a gente se sentasse para, finalmente, terem lugar.


O voo correu bem... até Kiev.
À saída do avião haviam dois autocarros. Apanhamos um que nos velou directos ao Terminal F, de onde partiríamos... mas as bagagens estavam no Terminal B... Perguntamos o que devíamos fazer para recuperar as nossas bagagens à menina do apoio ao cliente que nos disse para irmos à porta das chegadas e pegar nas nossas bagagens.
Pensei que não seria assim tão fácil. As portas das chegadas só têm sensores do lado de dentro, precisamente para evitar que entrem pessoas estranhas... e confirmei isso ao chegar lá.
Aproveitamos a saída de uma pessoa para furar pela porta e as nossas malas estavam mesmo sobre o tapete.
Saímos com as malas e ninguém nos perguntou nada nem pediu identificação e nem sequer houve reacções de estranheza à nossa entrada e saída...
Only in Ukraine...

Apanhamos o voo para Gatwick e chegamos lá à hora do almoço. Almoçamos pelo aeroporto e, quer eu quer o meu chefe seguimos caminhos e comboios diferentes.
Cheguei a Chesterfield por volta das 16:50 e esperei pela Clara na estação.


Ainda nessa tarde ia voltar a entrar em viagem...

PS (Só para rapazes) - Sim, as Ucranianas são potentíssimas! Muito jeitosas e bem arranjadas! Não, não tirei fotos... mas acredito que haja sites da especialidade!

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